
Um vídeo, um discurso tecnológico, uma técnica e a questão da subjetividade. As coisas estão pouco amarradas neste post, mas apenas conscientemente.
The Machine is U/ing Us é um relato bem cru da Internet contemporânea. Na verdade, mais que um relato, um produto inteligente e ilustrativo para explicar este negócio que as pessoas chamam de Web 2.0. Neste sentido ele não é muito cru, é na verdade bem cozido. O vídeo é uma contribuição e tanto para o imáginário de uma civilização maquinística.
Mas há muito mais nisto do que simplesmente o que se professa ou que se quer explicar. Há as interações. Sugestivas, imaginativas, …ivas, …ivas, …ivas. Aqui no Brasil quem produziu uma versão do vídeo foi o pessoal do Lidec. Mas isto já tem mais de dois anos. O que é o “The Machine is Us/ing Us” de hoje?
Bem, não consegui nada ainda sobre a Viviane Pereira. Já a Dani Matielo, é outra estória.
Dobra espacial 5 …
Folksonomia. Quê?! É exatamente assim, você fala essa palavrinhas numa conversa algum ainda não sabem o que é. Como assim?! Ah. então vou para a subjetividade. Que é uma daquelas palavrinhas que você pesquisa por contexto. Definição a, b, c – Aliás definição também é outra que requer definição a, b, c.
Vi em algum lugar esta semana, mais uma vez, alguém me dizer: “Não defina”. Alías, neste semestre tive o prazer de ouvir isto direto da fala de alguém bastante respeitado. Quem estava sabe (piada interna). Mas tenho certeza que já ouvi de várias outras pessoas em diferentes contextos. É um toque meio que harmônico. Vamos chamar de um tipo de consenso sobre a ordem mundial. Desculpe, mas agora deu vontade de rir. É porque a academia tem seu próprio espetáculo. Surreal.
Após uma discussão sobre Lacan e de, por algum motivo, falarmos em pós-estruturalismo, lembro do professor (créditos só se ele concordar) soltar a seguinte afirmação: “O que o pós-estruturalismo fez foi resgatar (ou reinventar, não tenho certeza) o sujeito”.
Aí, você me pergunta: “Lacan é pós-estruturalista?”. E eu direi: “não sei, vamos ver?”
Mas, mal dá tempo de digitar a busca no Google e você volta com uma afirmação: “Mas , Foucault com certeza era!”.
Pronto, você tagueou alguma coisa. Isto quer dizer que Foucault realmente é ou não é pós-estruturalista?. Não. Alguém lhe disse isto e você tagueou Foucault ao mesmo tempo que tagueou “contexto pós-estruturalista” como “Foucault”. Entendeu?!
Mas, estas coisas não existem. Estas definições que são feitas: pós-isso, pós-aquilo outro, pós, pós, pós são muito estranhas. É como uma dobra temporal, um deslocamento da consciência. Você fala o que é com um tom de será e um tom de será com um tom de o que é.
A caminhada começa com Heiddegger, passa por Benjamin, Lyotard, Paul Virilio, Sherry Turkle, Zizec, T. Brennan, Lacan, D. Haraway, @andrelemos e mais, mais, mais….
Então vou começar por assimilar “definição” e depois “subjetividade”. Folksonomia é subjetividade?
imagem por littlegreenfroggy



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