Desde o começo eu soube que o termo Netnografia vinha da área de Marketing. E confesso que isto me incomodava bastante. Por quê?
Ora, porque de algum forma via o Marketing como o próprio “demônio” desta sociedade do consumo. Veja o documentário “The Corporation” e eu não preciso dizer mais nada.
Mas foi justamente essa visão agressiva da ética particular do Marketing que fez ter um insight no sentido de pensar: “Ora, o Marketing pode estar à frente em algumas coisas”. Porque ele avança, simplesmente avança e testa as premissas nessa loucura por competitividade e lucratividade, penso eu. Não tem muito de reserva, pudor. Vejam essa coisa chamada marketing de guerrilha.
A noção de netnografia tem poder pelo nome. O Marketing sabe escolher bons nomes. Rs
Mas, como eu já discuti aqui, a base da coisa é a Etnografia. Se por acaso eu vier a utilizar alguma orientação metodológica para um estudo realmente etnográfico, entendo eu que esta metodologia não pode estar desatrelada de uma base teórica, que esta, sim definirá a orientação e certamente um novo nome.
Por enquanto, isto é Marketing.
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Publicado em março 13, 2009
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