metapE olho para o relógio. São 17:00 cravados, mas na verdade são 16:00. Ainda estou com o horário de São Paulo no micro. A rádio “chillout” da LastFm começou  com Portishead  e isto é um bom presságio.

Ontem no twitter divulguei antecipadamente o título deste post “MetaReciclagem Não Existe”. Porque tenho esta sensação, este feeling, que há um super poder na coisa que existe justamente por que ela não existe, portanto não pode ser destruída.

Meu filho interrompe agora para falar das flores que está plantando. Na verdade ele veio falar do cachorro que simplesmente em determinados momentos detona as plantas. Então volto a me concentrar para retomar esta conversa do “não existir”, que aliás até motivou o Varga a criar um twitter fake.

Estou na página 96 da privilegiadíssima cópia dentre as 50 da primeira edição do Mutirão da Gambiarra. Mas a LastFM agora está irritando porque o stream não está contínuo, só posso entender isto como sacanagem do meu provedor de ADSL porque não estou usando mais nenhum recurso de Interrnet.

Acendo a luz para enxergar melhor meu minúsculo teclado. Estou sem ter acesso às minhas músicas porque meu desktop tá ferrado e não quero ouvir denovo KOL (que é o que sobrou no meu Mp4) pela milésima vez. Chamo meu filho para ver o que há no Mp4 dele. Bem, o moleque tem uma mistura boa de coisas que vão de Paulinho da Viola a Keane. Boto no aleatório e se você quiser ver o resultado basta olhar no meu perfil da LastFM.

São 16:17 e vou retomar aquela leitura que falta do Mutirão para então continuar o texto. Ah…, mas pegar uma Itaipava na geladeira faz parte do trajeto. Rs. Só que aí tenho que parar para dar minha opinião quanto ao lugar que o pessoal tá colocando as plantas. Ou seja, volto pra frente da tela do micrinho às 16:25.

Retomo a leitura do Mutirão.Às 16:34 lendo uma fala do Mbraz na pág. 103 acho interessante que ele faz uso da compreensão por exclusão:.

“não chamo o que faço de metareciclagem, se alguem quiser chamar que chame e ficarei feliz por isto. Explico, já há algum tempo ficou mais fácil pra  mim dizer o que não é metareciclagem…”

Na pág. 104 vejo a segunda menção ao Encontrão Intergalático.Vou procurar a primeira e pergunto ao FF no twitter, que me esclarece que a idéia do encontro vem desde de 2005 mas que a primeira menção com este nome é de 2006.

De repente… BUEMBA! HD menciona na página 105 o “meu” pensamento:

“Não existe o metareciclagem, foi uma taz… estamos na metareciclagem”.

Lá no cparty já tinha folheado e visto que eu estava na coisa, mas aí agora me releio com calma nas páginas 109, 110 e 111. Esta minha participação na lista foi para mim como que um batismo de fogo. Eu sentia que o que estava sendo discutido ali era algo extremamente importante, mas que legitimidade teria eu de interferir, dar opinião? Aí entra a questão das competências,  do conhecimento, do que cada um transfere de poder para essa não existência.Sua transferência é consciente?

Mas essa coisa de não existir o MetaReciclagem no meu contexto é algo na linha do que eu exaustivamente conversei com as pessoas lá na #cparty. Procurei o texto original, mas não achei. Portanto vai um link de algo com um sentido semelhante. http://www.taoismo.org.br/stb/modules/dokuwiki/doku.php?id=o_eu_e_a_garrafa_sem_fundo

São 19.41, estou cansado e já fui ao mercado comprar comida pro cachorro neste meio tempo dentre outras coisas. Mas para finalizar quero registrar  no ConeTAZ que tô propondo lá no site MetaRec: http://rede.metareciclagem.org/conectaz/Corporate-Track. A idéia é inspirada no no modelo corporate watch e crocodyl. Engraçado, foi exatamente disto que falei na meu e-mail de apresentação na lista.

*A imagem é da touquinha que a Lelex fez para a Fernanda Scur, mas que acabou ficando comigo.

**fiquei até uma da matina tentando por este post no ar, não rolou. Prolbemas no WordPress.com.


  1. Su

    Oi Orlando :)

    E que tal pensar metareciclagem dialeticamente a partir da totalidade? de um todo complexo que inclui as coisas e as pessoas, as suas relações e o seu próprio processo de auto (re) criação?

    Aí fica dinâmico, não se cristaliza, se mostra e se esconde naquilo que flui.

    abraço!

    Suzana

    Su,
    pensamento registrado. Compreendo a noção, mas ainda estou, digamos assim, bestificado com o poder do não-existir que é uma parte da metareciclagem. Uma hora eu consigo explicar melhor.

    Pô, mas que bom o post ter motivado você a comentar, que bom.
    Obrigado.

  2. Olá prof..ops!!! Orlando :)

    Há muito tempo, desde meu tempo de aluna da graduação de jornalismo, em que via todas os meus colegas jornalistas natos exercitando a profissão, com mais liberdade, no mundo da blogosfera, imaginava que eu “deveria” ou poderia ter um. A questão do “dever” ter um era no sentido de inclusão social. Compreendes??
    Mas eu me encontrava em plena crise existecial na graduação, não tinha tempo de pensar em ter blog, ou na verdade não sabia que bom uso eu faria em tê-lo.
    Precisei ter a trajetória acadêmica que tive para ver o que queria ser quando eu crescesse.
    Enfim…definitivamente vou ter um blog…pois definitivamente me senti estimulada a tê-lo. E, definitivamente adorei o seu blog.

    Confesso que toda vez que converso com você me sinto inundada por uma euforia e ao mesmo tempo incomodada. Lembro quando você foi meu professor metaforizastes algo sobre plantar uma semente dentro de cada um dos alunos e esperar que brote algo novo. É isso mesmo, sinto-me instigada a conhecer a estudar, sair do fundo da cartola.
    Adoro o tema das redes, cibercultura, conhecimento e inovação. Desejo imensamente amadurecer meus conhecimetos nessa área.
    Seu blog, definitivamente será um norteador para mim e um estimulo.

    Abraços para ti.

    Leíza

    Leíza,

    você é que é um dos meus nortes. Obrigado por você existir.




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