A partir de 1991 o desenvolvimento de estudos com aten
ção direcionada para as micro-práticas de estratégia levaram a uma agenda de pesquisa em: estratégia como prática social.
Trabalhos publicados aqui no Brasil afirmam que considerar a estratégia como uma prática social tem um efeito descentralizador sobre as proposições tradicionais que se preocupam essencialmente com a performance e a Vantagem Competitiva das firmas.
Olhar para a prática social pode deslocar o nível de análise. Podemos olhar para cima, para a estratégia numa perspectiva sociológica, como um “amplo campo de atividade social cujas práticas são importantes para a sociedade como um todo”. Ou podemos olhar para a instância abaixo da firma, enfocando as atividades daqueles que praticam a estratégia.
Os mesmos trabalhos, mais especificamente o de Clegg, Carter e Kornberger enfatizam a necessidade de compromisso com contornos-chave de pesquisa em pelo menos seis áreas: poder, identidade profissional, agentes não humanos, ética, linguagens e instituições.
Nestes dias começei a inter-relacionar isto com Social Media.
Linguagens e poder especialmente.
Tudo ainda muito genérico, mas com alguns caminhos já se desenhando sob os meus pés.
O que especificamente em Social Media
Alguns discursos, dos que eu conscientemente lembro, talvez estejam me direcionando para estas percepções.
Mas estou me adestrando para a crítica. Porque a crítica requer cuidado com as nossas próprias limitações. É preciso conhecer o que está sendo criticado a partir de diferentes possibilidades para possuir relevância no falar. Por isso, deixo apenas a lista das inspirações. A crítica, se vier, ao seu tempo:
a) associação com a hierarquia das necessidades proposta por Caribé;
b) motivações para blogar revisadas por Raquel Recuero;
c) seleção da escuta registrada por Juliano Spyer;
d) discussão sobre relevância resgatada, entre outros, por Lúcia Freitas.
Com certeza há mais, muito mais. Só que isto é apenas um post, não uma tese.
Inté.
Imagem do Flickr.



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