Netnografando

Gestão Social Colaborativa

Glassdoor.com Ou, Poder para Quem Precisa

Escrito por dasilvaorg em Junho 29, 2008

Veja o que os empregados estão dizendo. Este é o slogan da startup Glassdoor.com

Simplesmente muuuito importante! A sacada é genial, não?! Mas, para quem?

Eu sempre costumo dizer, por experiência própria, que por mais que falem maravilhas de uma determinada empresa, sempre vai haver funcionários que vão poder apresentar uma versão não tão glamourosa assim.

A empresa pode aparecer em todos os jornais e noticiários e prêmios de ética e tal como a melhor de todas, a simplesmente grande empresa “melhor lugar para se trabalhar” etc. Mas, de fato“um olhar do interior das empresas por aqueles que as conhecem melhor”, pode revelar muitas coisas para quem precisar lidar com o poder supremo das organizações.

Qual é a proposta

A glassdoor.com propõe que você colabore com declarações sobre a organização em que trabalha ou que trabalhou nos últimos 3 anos. O que há de positivo ou negativo na sua visão?

Os salários parecem ser o atrativo principal, com detalhes gráficos e comparações por função e tempo de serviço, veja por exemplo os salários na Google. Por outro lado, as descrições dos funcionários sobre os prós e contras em suas empresas são um show à parte.

Além disso, o site promete eleger mensalmente a descrição mais detalhada e contemplar o colaborador com 500 dólares. Bom estímulo, não?!

Como funciona

O site propõem que você se cadastre e contribua com a sua informação. Porque apenas quem contribui poderá ter acesso às informações gerais e aos números e classificações das organizações.

Mas, talvez por ainda estar em fase beta, nesta data as informações estavam lá disponíveis para quem quisesse consultar.

Ao se cadastrar você opta por descrever a percepção das condições de trabalho na empresa ou o salário.

Depois de informar o nome e localização da empresa vôce responde a um questionário com 16 perguntas objetivas sobre a sua satisfação com com aspectos ligados à valorização pessoal, oportunidades e relações de trabalho na organização. As opões de resposta são em termos de pontuação num escala que varia de 1 a 5.

No formulário seguinte você deve responder a mais cinco questões abertas: Quais os melhores motivos para trabalhar na empresa? Quais os pontos desfavoráveis do trabalho? Que conselho ou recomendação você daria à gerência sênior? Qual o título apropriado para esta descrição? Qual o título da sua função na empresa?

Um detalhe interessante são as frases de estímulo para escrever mais quando o texto das duas primeiras questões abertas é curto (4 words completed - C’mon, there has to be something good to say. // 3 words completed - Really? There’s nothing wrong with this company?).

No caso do cadastro de informações de salários há campos para descriminar gratificações e benefícios extras, como os de saúde.

As informações são prestadas anonimamente e o site adverte para que não sejam colocadas informações que identifiquem o funcionário.

tudo fica disponível para quem quiser acessar. E ainda por cima, com uma classificação percentual de qualidade de cada organização.

Há funcionários do Google insatisfeitos?

Bem, estar insatisfeito é da natureza do ser-humano, mas, com tanta divulgação do paraíso Google tem horas que você até duvida.

Nas declarações do Glassdoor.com você pode encontrar um suposto Engenheiro Sênior da Google dizendo que lá as coisas estão simplesmente desmoronando, e reclamando que é mais fácil ser promovido se você for amigo de algum dos gestores do que por seus méritos ou feitos.

A pergunta é: Quem é ou não é o que diz alí? O que é verdade o que não é?

E supondo que tudo funcionasse

Dá para imaginar este nível de transparência no mercado?

Daria se os empregados de fato construissem colaborativamente estas informações.

Não posso negar que fiquei bastante entusiasmado com o cenário que passou pela minha cabeça. Mas, por mais que eu eu torça para ser, minha natureza ainda duvida que os principais beneficiados serão os empregados ou candidatos a empregados em uma organização.

Mas, como disse o Marcos no seu sentimental post sobre o Dinamite na Diretoria do Vasco : “É, eu sei, mas não tô com a menor vontade de acordar”.

A dica foi do grande José Fernando Carvalho. Valeu!!!!!

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Quando Blogueiros Viram Organizações

Escrito por dasilvaorg em Junho 27, 2008

Blogueiro OrganizacionalQuando um blogueiro passa a fazer parte de uma organização, por que este aporte seria diferente de qualquer recurso, ou capacidade, ou habilidade, ou qualquer outro dos nomes que dão para essas coisas que dizem gerar as vantagens competitivas das organizações?

O que está acontecendo

Em plena bolha da mídia social, com evangelizador afinando a escuta, se você quer “estar entre os espertos” ou “beber agua limpa” diga logo, senão….

Afinal, a Live está contratando, a Knowteck está contratando e deve ter mais gente contratando, já que, como afirma Crhis Brogan, organizações como a Boeing, Comcast, Sony, Yamaha, The American Red Cross, Sea World, General Motors e Nike estão usando social media para mudar a forma como fazem negócios.

O que temos agora é que organizações precisam ter sob o seu controle o poder da Mídia Social. Organizado, classificado e contratado para atender aos “interesses do cliente”.

Mas, quando um blogueiro vira organização, o que isto sigifica ou representa?

Como analisar

Já que o discurso da gestão é tão apreciado, porque não usar as configurações organizacionais de Mintzberg para analisar o que pode acontecer com os blogueiros que estão “virando” organizações?

O modelo de configurações organizacionais sugere que a combinação de partes ideais básicas juntamente com mecanismos básicos de coordenação, parâmetros de design e fatores situacionais formam sete possíveis configurações organizacionais: a organização empreendedora (1), organização máquina (2), organização profissional (3), organização diversificada (4), organização inovadora (5), organização missionária (6) e organização política (7).

As configurações podem ainda ser desenvolvidas em termos de combinações, conversões, contradições e competências. Trata-se de um modelo de análise e diagnóstico com riqueza de possiblidades que, para o caso dos blogueiros, pode ser associável e gerador de insights.

O que pode resultar

Como isto é só um esboço, uma seta para a estrada da pesquisa, muito pode ser visualizado a partir daqui. Nada melhor do que começar com uma questão: será que quando blogueiros viram organizações se encaixam de imediato em algo do tipo organização profissional altamente tendente a se contaminar pela organização máquina?

Em todo o caso o ministério do bom senso adverte que generalizações são muito, muitíssimo limitadas nas considerações sobre mídia social.

Imagem do Flickr

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Estratégia em Social Media: Linguagem e Poder

Escrito por dasilvaorg em Junho 15, 2008

A partir de 1991 o desenvolvimento de estudos com atenPoder - Imagem do Flickrção direcionada para as micro-práticas de estratégia levaram a uma agenda de pesquisa em: estratégia como prática social.

Trabalhos publicados aqui no Brasil afirmam que considerar a estratégia como uma prática social tem um efeito descentralizador sobre as proposições tradicionais que se preocupam essencialmente com a performance e a Vantagem Competitiva das firmas.

Olhar para a prática social pode deslocar o nível de análise. Podemos olhar para cima, para a estratégia numa perspectiva sociológica, como um “amplo campo de atividade social cujas práticas são importantes para a sociedade como um todo”. Ou podemos olhar para a instância abaixo da firma, enfocando as atividades daqueles que praticam a estratégia.

Os mesmos trabalhos, mais especificamente o de Clegg, Carter e Kornberger enfatizam a necessidade de compromisso com contornos-chave de pesquisa em pelo menos seis áreas: poder, identidade profissional, agentes não humanos, ética, linguagens e instituições.

Nestes dias começei a inter-relacionar isto com Social Media.

Linguagens e poder especialmente.

Tudo ainda muito genérico, mas com alguns caminhos já se desenhando sob os meus pés.

O que especificamente em Social Media

Alguns discursos, dos que eu conscientemente lembro, talvez estejam me direcionando para estas percepções.

Mas estou me adestrando para a crítica. Porque a crítica requer cuidado com as nossas próprias limitações. É preciso conhecer o que está sendo criticado a partir de diferentes possibilidades para possuir relevância no falar. Por isso, deixo apenas a lista das inspirações. A crítica, se vier, ao seu tempo:

a) associação com a hierarquia das necessidades proposta por Caribé;

b) motivações para blogar revisadas por Raquel Recuero;

c) seleção da escuta registrada por Juliano Spyer;

d) discussão sobre relevância resgatada, entre outros, por Lúcia Freitas.

Com certeza há mais, muito mais. Só que isto é apenas um post, não uma tese.

Inté.

Imagem do Flickr.

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Crocodyl Para Casos no Brasil

Escrito por dasilvaorg em Maio 24, 2008

Numa wiki chamada Crocodyl estão sendo (co)organizados perfis de empresas a partir da informação de pesquisas que expõem os casos de maleficência destas organizações. Como trata-se de um empreendimento que só fala Inglês, como trazer a iniciativa para a lingua e os casos no Brasil?

O Crocodyl é um trabalho colaborativo patrocinado pela CorpWatch, o Center for Corporate Policy e o Corporate Research Project. Tem o propósito de estimular a investigação colaborativa entre ONGs, jornalistas, ativistas, denunciantes e acadêmicos de todo o mundo, a fim de desenvolver perfis publicamente disponíveis das empresas mais poderosas do mundo. O resultado é um compêndio de investigações críticas colocadas em domínio público como uma forma de ajudar qualquer um queira trabalhar para deixar as empresas cada vez mais responsáveis.

Idéia: Criar uma Crocodyl para os Casos de Maleficência Empresarial no Brasil.

Pensei em um nome também ligado a um animal perigoso e ao mesmo tempo acrônimo para Investigação Colaborativa. O domínio (.org) para o nome que pensei está disponível. E não há nada na internet com o nome pensado.

Mas, não tenho como fazer sozinho. Quer ajudar?!

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A fantasia de nudez da ideologia

Escrito por dasilvaorg em Maio 18, 2008

Veja#1982, cover dated November 15 2006, where the headline says Imagem via Wikipedia

Discursos como o de Crochík sobre a ideologia da racionalidade tecnológica revelam o mundo, mas quem de fato está nú?

@marcdoni disse que esperaria minha opinião sobre o artigo A ideologia da racionalidade tecnológica“. E aqui está.

É válido buscar na teoria crítica a legitimação para a percepção da nossa “realidade”. Mas a fantasia de nudez da ideologia não é suficiente.

O artigo diz “verdades”. Para quem ?!

O formalismo, presente na ideologia da racionalidade tecnológica, tranforma o desigual em igual, o infeliz em feliz, o oprimido em livre e o injusto em justo, ao negar as condições sociais que geram a infelicidade, a opressão e a injustiça.

Fora da academia, quem quer discutir isto? Quem pode discutir isto? E o mais doloroso, o que se pode fazer contra isto?! Devemos fazer algo?!

A realização efetiva do homem, a possibilidade de viver a vida como um fim em si mesmo, depende de sua retirada do mundo do trabalho alienado.

Esta aceitação é para uns poucos que querem ou conseguem, não sei, enxergar, ter coragem talvez?!

Veja o “trabalho” do blogueiro, que foi meu foco recente. Pensei que falando sobre a morte de blogueiros por conta do #blogstress estaria iniciando uma discussão relevante neste sentido. Mas, as manifestações resumiram-se a: “é, realmente é um problema, mas não tem muita solução” e “foram casos de pessoas com idade e condições propícias ao tipo de acontecimento. Ninguém estranharia se fosse com analistas de sistemas. O problema não está nos blogs. Talvez no #tecnostress” (São paráfrases minhas das palavras de Gustavo J. Reige e Edney.

O que levaria os envolvidos a perceberem e combaterem a maximização sem sentido dessa eficiência do seu “trabalho” ?!

É importante frisar a falsidade inerente à ideologia atual que tem como um dos seus principais traços fixar-se ao existente dificultando a possibilidade de se pensar a transformação social necessária para uma sociedade justa. [...] Como não há possibilidade de transformação, só cabe aperfeiçoar o que existe.

E vá discutir?! Não parece haver opções. O que há é taxado de sonho, utopia. Ah… que inveja de Cyrano. Ele que pode/tenta desviar-se do caminho dos fins.

O mundo gira em falso. O trabalho, do qual já se poderia prescindir, torna-se imprescindível; a tecnologia que deveria libertar, aprisiona….

A teoria crítica já mostrou com o aparato intelectual o óbvio do que muitos sentem na pele mas não domimam o discurso e não tem a autoridade para expressar.

O lugar que cientistas sociais podem ocupar para falar é muito diferente do lugar que uma vítima do mundo do capital ocupa. Ainda que os intelectuais sejam vítimas também. Neste caso, não há como dizer se a consciência agrava ou ameniza a dor.

Como ex-favelado, filho de analfabetos, que chega tardiamente à universidade e aprende a falar sobre o que já vem sentindo por toda a vida, só posso concordar que nossos problemas sociais são questões políticas.Mas, quem quer fazer política? Quem sabe o que é política?!

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Um Revolucionário no Orkut

Escrito por dasilvaorg em Maio 12, 2008

Cyrano (musical)Image via Wikipedia

Cyrano Klaxon de Tal tem 24 anos e é um estudante de História, insatisfeito com o “mundo proprietário”, que usa o Orkut para fazer seu mundo diferente.

A comunidade criada por Cyrano em 2004, Consumo Consciente, tem hoje 4.105 membros. Cheguei lá a partir da minha investida premeditada de busca por “revolucionários” no Orkut. Procurei nas comunidades os termos consumo e corporações. O termo consumo me levou à comunidade de Cyrano e à agrável surpresa de sua existência.

A lógica era procurar conhecer um pouco mais as pessoas por traz de iniciativas “anti-capitalistas” no Orkut. Por que o Orkut?! Porque é o site mais acessado no Brasil. Então, preconceitos à parte, o que o fenômeno Orkut tem para nos ensinar?

Bem, ter uma comunidade no Orkut não é a mesma coisa que ter um programa na Rede Globo porque a lógica da mídia social é diferente. Segundo Juliano Spyer, especialista em mídia social e autor do livro Conectado, o que diferencia a internet das tecnologias de mídia precedentes é a comunicação de duas vias de várias ou muitas pessoas entre si.

Mario Soma, entre outras coisas empreendedor na área, importa para a gente noção de 7 C’s da Social Media: Conversas, Colaboração, Cooperação, Comunidades, Conexões, Credibilidade, Criatividade. Ou seja, um universo relativamente amplo de variáveis a ser explorado.

Então, quem afinal é esta gente que se dá ao trabalho de remar contra a maré na internet? Se é que estas pessoas estão remando, e ainda por cima contra a maré.

Cyrano, talvez diga que não está remando. É que a conversa com ele deixa transparecer que ele está em um momento de muita tranqüilidade, deixando as coisas acontecerem, dando aulas de Ioga e junto com sua parceira vivendo o Metacafé, um projeto super legal que envolve alimentação e muito mais que alimentação. Dá para saber mais na Wiki com o mesmo nome: http://metacafe.wikispaces.com/.

Bem já deu para ver que a comunidade no Orkut é apenas uma extensão das ideias e ideais de Cyrano, né.

Nossa conversa foi meio informal, não podia ser diferente, e rolou via Gtalk. E o mais legal, foi ele quem me pegou num momento de, digamos, advinhação por experiência própria. Veja aí a conversa da gente:

Cyrano: blogando quando deveria estar fazendo outras coisas, pra variar?

Dasilvaorg: É
Td bem
Deveria não?

Cyrano: rerere
eu acho que sim, sempre fazia isso
rere

Dasilvaorg: Como Assim?!

Cyrano: sempre blogava ou pesquisava ao invés de trabalhar

Dasilvaorg: KKKKKKKKK
Entendi.
Mas eu considero isso trabalho tb. Só não é o convencional, o que me sustenta, digamos assim. Por enquanto.

Cyrano: pois é. isso foi dilema pra mim também.
um trabalho muito bom e produtivo, mas que não remunera…

Dasilvaorg: É fato.
Que solução vc encontrou?!

Cyrano: fazer curso de ioga.

Dasilvaorg: KKKKKKKKk
E para pagar as contas? Não fazer contas?

Cyrano: dar aula de ioga, camarada! rerere

Dasilvaorg: Cheguei até vc por uma comunidade no Orkut. Estou escrevendo um Post Sobre isso.
Claro. Aulas de Ioga. Tem dado certo então. E a Blogagem ficou de lado, não interesa mais.

Cyrano: é? qual comunidade?

Dasilvaorg: Isto que estou tentando resgatar agora.

Cyrano: ah. rere

Dasilvaorg: Vc criou alguma comunidade no Orkut?!

Cyrano: a de consumo consciente
a blogagem não ficou del ado, mas a produção intelectual, muita leitura, muita escrtia, sim
sou mais zen que acadêmico agora.

Dasilvaorg: Exato.
Essa comunidade me levou até seu idealizador.
Na busca por Consumismo.
Acho que vc está num ponto legal de equilíbrio, não é isso?!!
É o que eu desejo para todo mundo.

Cyrano: é
rere
demais
o ioga me ajudou muito

Dasilvaorg: A comunidade é algo a que vc se dedica ou apenas criou-a e deixa que vá existindo organicamente?

Cyrano: segunda opção.

Dasilvaorg: Sempre foi assim?

Cyrano: sempre

Dasilvaorg: A que vc credita o fato de ter mais de 4.000 membros?

Cyrano: eu postava mais coisas lá, como postava mais no blog
sei lá. o termo virou moda né.

Dasilvaorg: Pq o Codinome Cyrano Klaxon de Tal?
Ah.. Minha Esposa também se chama Denise.

Cyrano: rere
cyrano de bergerac, conhece?

Dasilvaorg: Sim. Mas Pq o codinome?

Cyrano: entrei, na verdade ajudei a fundar uma rádio livre aqui na ufmg
e a gente inventa codinomes. é um pouco brincadeira e um pouco por segurança
depois de pensar inventei cyrano
um amigo começou a me chamar de cyrano de tal, cyrano de beringela. rere
preferi cyrano de tal. klaxon é de casado, era o codinome da dê, minha esposa.

Dasilvaorg: Ví muita coisa que vc produziu na internet nos ultimos anos.

Cyrano: eu reviso
já dei umas duas faxinadas gearis no blog

Dasilvaorg: Menções a uma viagem pela Holanda se não me engano, alguns projetos na UFMG, qual a representatividade da comunidade Consumo Responsável nisso tudo

Cyrano: devo ter relido mil posts. tirando oque era conetxtual e não merece ficar pra posteridade, diagmos assim.

Dasilvaorg: E a Guaraná Power TB?

Cyrano: a viagem foi pra dinamarca, uma cidade livre dentro de copenhague.
que que tem o guaraná?
eu não apaguei, apaguei?

Dasilvaorg: A comunidade?

Cyrano: ah
foi uma tentativa de ajudar a divulgar os caras aqui no brasil
eles não tem uma rede aqui
e muita gente adoraria saber sua existência
tenho ceretza
mas não bombou no orkut, também eu não fiz muita divulgação

Dasilvaorg: Dá outra comunidade vc fez divulgação?

Cyrano: acho que não.

Dasilvaorg: Estou incomodando muito?

Cyrano: ah, fiz um pouco do mesmo jeito
claro que não
tô aqui esperando a hora da aula
meu curso é noturno, graças a deus

Dasilvaorg: Sua atividade “profissional” da atualidade se resume à Ioga?

Cyrano: ao metacafé

Dasilvaorg: Vc estava falando da viagem à Dinamarca e eu interrompi.

Cyrano: e uns bicos esporádicos
tava corrigindo, você falou que viajei pra Holanda “ou algo assim”. rere

Dasilvaorg: É verdade.

Cyrano: viajei pra essa ocupação em copenhague, que virou uma grande comunidade, ou melhor, uma pequena cidade livre.
minha remuneração hoje é a pensão que meu pai me paga
ela banca o fato deu morar com minha mãe numa casa bem longe, que nos obriga por exemplo a ter um carro pra poder descer pra cidade estudar, trabalhar, etc.
quando formar vou trabalhar com o metacafé, com ioga, fazendo pães, e sabe lá deus mais o quê… massagem também, provavelmente,. vou buscar aprender.

Dasilvaorg: Quando se forma?

Cyrano: se tudo correr bem (e põe “correr” nisso!), no meio do ano que vem.

você está num mestrado, não é?
ah, não, você terminou o mestrado e quer arrumar tempo pro doutorado.
confundi.

Dasilvaorg: Acho que não vai rolar para o meio do ano que vem. Mas, vai rolar alguma hora.

Cyrano: tem que dar tempo pras coisas chegarem.
faz anos que eu ficava penasndo em como colocar o projeto metacafé pra funcionar
e, de repente, minha namorada ficou amigona duma pessoa que nos deu idéia de fazer um jantar metacafé na casa dela. convidamos amigos, cobranmos por isso, e foi péssimo. rerere
mas fomos investindo nessa experiência, e hoje já temos um modelo legal de jantares nômades pra amigos, chegados e etc., buscando fornecimento em hortas comunitárias e por aí vai…
vale dizer que tudo que eu pensava sobre o projeto, como deveria ser, as teorias, foram por água abaixo… de repente tudo ficou muito mais dinâmico e interessante que qualquer teoria de autogestão poderia me sugerir

Dasilvaorg: O metacafé também é uma wiki né? Pelo jeito é que mais te empolga hoje.

Cyrano: está num wiki sim

Dasilvaorg: Muito interessante.
Cara, Vc estuda História, não é isso?

Cyrano: sim
fiz ciências sociais mas mandei o curso pras cucuia
não ia ter paciênciap ra formar, pois adiei as (piores) matérias obrigatórias mais pro fim do curso… :/

Dasilvaorg: O site metacafe não atrapalha um pouco na divulgação do metacafé?

Cyrano: desconfio que sim, mas é um projeto pequeno.
a idéia de estar “escondido” por trás de um grande nome que desvia atenções, digamos, “das massas”, me agrada.
metacafé não é pra ser uma coisa bombante. é um projeto pra crescer lento, com vigor.
com leveza, acima de tudo.

Dasilvaorg: Ví lá suas explicações.
“Se és justo serás avisado” ????

Cyrano: referência ao metáfora. dexa eu ver se resgato o link…
ah, em resumo é uma piada interna.

Dasilvaorg: Entendi.

Cyrano: uma das coisas que me chamou atenção na internet, pro pessoal do metareciclagem, foi o site morto do projeto meta:fora, de onde surigu mais tarde o metareciclagme.
a página era irônica, divertida, uma voz humana. isso chamou minha atenção pra saber quem eram aqueles caras.
falavam umas frases meio desconexas, era legal, e por fim diziam sobre esporos e coisas legais por aí, “se és justo serás avisado”>
essas atividades rizomáticas são divulgadas pra quem merece, não pra todos. a idéia de uma mídia de reputação, não de massa. indicação, marketing olho-no-olho…

Dasilvaorg: Entendo. Gosto muito da Percepção. Mas, se começar a dar certo vai acabar sendo cooptado pela indústria cultural, não acha?
Vc acha importante fazer resistência?

Cyrano: hmm
sim. mas não me disponho a participar de todas as resistências
se começar a dar certo nós vamos segurar as pontas
o projeto metacafé, digo

Dasilvaorg: KKKKKKKKKk

Cyrano: o grande medo meu é a marca ser cooptada, mesmo
rerere

Dasilvaorg: Entendo.

Cyrano: é, tem coisa que tenho preguiça eponto final

Dasilvaorg: Entendo.

Cyrano: não vou participard e marcha de maconha, sinto muito

Dasilvaorg: KKKKKKKKK

Cyrano: nós vamos registrar o metacafé como associação, né
até para ter alguma garantia legal, uma base à qual recorrer quando (e se) tentarem se apropriar da nossa marca…

Dasilvaorg: Resistência contra a aquisição de pequenos produtos culturais como o Metacafé por corporações ou venture capital. Isso que eu digo.
Para registrar a marca precisa ter uma pessoa jurídica por traz. SAbia?!

Cyrano: sim, eu sie
nós não vamos registrá-lam, é muito caro
mas registrar uma associação, dizer o nome, anexar a logo, já dá um respaldo legal mínimo
bom, hora de ir jantar antes da aula. depois conversamos mais!
abraço, e bom trabalho aí

Dasilvaorg: Não é tão caro registrar uma marca. Vc já se informou?!
Ok. Uma última coisa.
Vc se considera anti-capitalista?
E. Posso publicar trechos da nossa conversa no Blog?

Cyrano: calro
rere
anti capitalista, se você quiser me chamar, pode.
mas é o contrário de uma afirmação, né, não me defino como anti nada. sou o que sou, e isso inevitavelmente me coloca anti-muitas coisas.
Sou filho de guerreiros, melhor dizendo.

Dasilvaorg: Ok. Valeu. Se cuida!!!!!!
Filho de Guerreiros…
Ok quando tiver tempo vc me explica.

Cyrano: Ogum na frente, Oxaguiã ao lado, tendo Iemanjá a me acompanhar. É só pesquisar. abraço!
depois me fala mais sobre isso de registrar marca não ser tão caro…

Dasilvaorg: PAZ e Saúde aí! Fiquei morrendo de Vontade de Participar de um Metacafé!!!!

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fontes

Site é o mais acessado do Brasil, sem sinais de queda. Por Rodrigo Martins, Agência Estado, Yahoo Tecnologia. Publicado em 30 jan 2008. Disponível em: <http://tinyurl.com/6c5kbz>

Web 2.0? Melhor dizer mídia social ou colaborativa. Por Juliano Spyer, WEBINSIDER. Publicado em 25 mar 2007. Disponível em: <http://tinyurl.com/5zr2pr>

7 C’s da Social Media. Por Mário Soma, Social Media Club, 05 mar 2008. Disponível em: <http://tinyurl.com/2agqkd>

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Pedale, Diminua sua Pança e a Fome de Alguém

Escrito por dasilvaorg em Maio 8, 2008

O objetivo primeiro deste post é o de divulgar o Pedal Sem Fome. Mas, isto não pode ser feito de qualquer forma, nas pressas, só mencionar, falar uma pouquinho e pronto. Ou pode?!!

Secundariamente acabo por cair no tema de Classificação de Blogs. Mas, mal começo uma websearch e…

#blogstress Agora não tenho tempo nem de listar fontes de discussão sobre o assunto. Bancos Pela Manhã, Notas para Entregar Muito Atrasadas… Entretanto, não dá para deixar de registrar:

No que deu a Questão colocada pelo Juliano Spyer?

Escrevendo este post me acomete ainda a angústia de saber que ví algo no meu reader esta semana sobre o assunto. Era em Inglês, aparentemente fonte de vanguarda. Não registrei, não marquei. Como pode?!!

Resumidamente, deixo registrado que Idelizando um tipo específico de Blog começei a falar aqui de “Blogs de Ação Social” e agora já falo também de “Blogs de Gestão Social”. O fato é que Blogs são Blogs. Por que classficá-los, categorizá-los? Por minha necessidade. Talvez porque faça parte da limitação humana perceber\compreender\divisar os limites de uma corrente no meio do oceano, ou qualquer coisa parecida com isso. Para encontrar os pensamentos sintonizantes ou coisa do gênero.

E voltando ao Pedal Sem Fome. É um Blog, de uma ação social. Não um Blog de Ação Social como minha idealização de um papel para os Blogs, mas um Blog de uma Grande Ação Social.

Valeu Pessoal do Pedal Sem Fome!!!!!! Força e Saúde para a Vocês!!!!!!!!!!!

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Mais um Registro

Escrito por dasilvaorg em Maio 6, 2008

Viaduct César Gaviria TrujilloImage via Wikipedia

A webjornada de hoje começou às 08:50. São 13:34 e o que seria uma lida despretenciosa nos feeds se transforma numa torrente pensamentos que precisam ser blogados.

O post da Lúcia sobre o filme Story of Stuff é pequeno, o filme é pequeno, mas o assunto….

Mais uma vez o Poder Corporativo em ação. Mas o que será que as pessoas realmente captam desta essência? Para não fugir do ponto aqui, falo disto no netnos.

Terminei o post para o netnos, são 15:46 e ainda nem falei das outras associações do dia, Isto é, as que eu ainda lembro ou tenho registro:

Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital?!!! Não vou colocar link agora.

Eles abriram. “Serão aceitos também crônicas, críticas e quadrinhos”, no Blogueiro Repórter. Opa, melhorou!!!!!

Bem, a idéia era fazer um outro post focado na questão dos Blogs de Ação Social. Aliás, a outra descoberta de hoje, com o termo “Blogs de Gestão Social”, foi o OraBlogs. Infelizmente o autor não explora as possibilidades do Blog, apenas re-publica textos seus. De qualquer forma, passei a acompanhar.

16:00 - Se eu continuar aqui as tarefas de mais tarde estarão completamente comprometidas. Parando!!!!!!

De fato, encerrando agora às 16:06.

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No Brasil Blogs Não Servem Para Política

Escrito por dasilvaorg em Maio 2, 2008

Este post, dentro da idéia de Blogs de Ação Social, fala da possível força que Blogs teriam caso se organizassem como Fonte Confiável e Reconhecida de Ação Política.

Cada vez mais me convenço que pode ser construído algo como os Corporate Watch britânico ou Corp Watch estadunidense por aquí. No nosso caso deveriam ser páginas faladas e gerenciadas em Português/ Espanhol/ Inglês. Porque precisamos de massa crítica e a América Latina é espanhola e a língua da internet talvez seja o inglês.

Os Corporate Watch são ações maiores que um Blog, mas que também informam via Blog: O Blogue do estadunidense Corp Watch e o Blog do britânico Corporate Watch. Além disso, ainda há uma Wiki de Pesquisa sobre Corporações que é organizada pelo Corp Watch.

A estrutura de gestão do Corp Watch (estadunidense) é aparentemene bastante profissionalizada. Apenas com a página da web não dá para dizer o mesmo do Corporate Watch (britânico). Interessantemente no conselho do Corp Watch (estadunidense) encontra-se inclusive um membro do IBASE.

Mas a informação destes dois últimos parágrafo já dá pesquisa para pelo menos outros três posts:

O que são, quais as estruturas e pessoas por traz do Corp Watch e o Corporate Watch?

O que é e como funciona o Crocodyl - Colaborative Research on Corporations?

O que estão fazendo o IBASE e outras iniciativas semelhantes no que tange à Mídia Social?

Voltando ao ponto deste post, resumidamente pode-se falar que o conteúdo Corporate Watch / Corp Watch tem uma linha nitidamente política, no sentido de não tratar relação entre as empresas e sociedade apenas como uma relação de consumo, como por exemplo o Reclame Aqui.

Acões como a do Reclame Aqui são importantes, porém, mesmo com regras claras de acesso apenas a certas classes de empresas, há publicidade comercial no site. E isto complica. Mais ainda quando não há no site clareza quanto aos indivíduos que o produzem. Ou seja, quem produz o conteúdo também é uma Empresa. Sem personalidade? Sem interesses?

O termo política faz muita gente torcer o nariz. Talvez por não refletirem de fato sobre a política mas, antes disso, estarem essencialmente contaminados por suas percepção das distorções associadas ao termo política .

Potencializar a comunicação de ações como a de Ian no caso Danoninho ou de Cynara no caso FNACO (agressivamente interessante) pode ser ação política no sentido mais amplo, o do bem público. O desenvolvimento disto é o que eu essencialmente vejo possível alcançar com a SocialWeb e, mais especificamente nos últimos meses, com a Blogosfera.

Claro que há muito mais que as relações empresa/consumidor na ação corporativa em nosso dia-a-dia. Mas a questão do poder de comunicação e mobilização do consumidor insatisfeito é um ponto elementar que pode ser trabalhado.

O título é apenas uma provação. Porque é claro que Blogs servem para tudo inclusive para Política. Afinal, Blogs são a expressão dos seres políticos que os produzem. Nesse sentido, uma “ação gigante” a ser estudada é a do Global Voices.

Por sinal, a imagem foi retirada de um post sobre o Global Voices Summit de 2006 na índia: http://www.kitab.nl/2006/12/30/globlog/.

Hey!! Corporate Watch!! Help us Extend This Action To Brazil!!!!!!!

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#blogstress é só parte do contexto

Escrito por dasilvaorg em Abril 23, 2008

c. 1868Image via Wikipedia

A idéia hoje era deixar a internet de lado e corrigir uma série de trabalhos que estão pendentes aquí e todo mundo está me cobrando. Esta era a idéia às 10 horas quando começou o meu dia. Agora são 14 e 54, ainda estou na internet e sinto que se não escrever este post estarei deixando de registrar algumas conexões, insights e descobertas talvez importantes.

1. #blogstress é a tag que criei para as discussões no Twitter sobre o assunto do post anterior. Enviei por e-mail para o pessoal da BlogContent. Mas, ao mesmo tempo #blogstress é este estado que estou experimentando agora de sentir o tempo passando, as informações se conectando e a vida…

2. Ontem , na aula da disciplina gestão estratégica para o pessoal de Sistemas de Informação, a discussão descambou para a questão do sentido do trabalho na modernidade. Claro que a motivação foi uma espécie de inércia do post sobre o ritmo dos blogueiros profissionais.

Interessante como imediatamente eu fiz uma conexão entre as tranformações nos modos de produção com a chegada da modernidade, a mudança do sentido pejorativo de trabalho na sociedade ocidental moderna, a hegemonia do sistema fabril enquanto locus do trabalho e o contexto de trabalho do blogueiro pró. Ufa!!!!!, já viu. Falei pra caramba! Mencionei o Livro do Prof. Ariosvaldo Diniz. (A resenha está no final do Post porque não consegui um link de html para ela. Copio de um PDF e dou o crédito/link).

Recentemente o Ian me perguntou se eu acreditava em sinais. Sei lá, mas tem coisas que acontecem e não dá pra pensar em outra coisa. A Deni estudando (Comunicação Social) aqui do meu lado vira pra mim e pergunta: “O que são modos de produção mesmo, heim?”. Natural, já que eu sou da área de Produção, que ela me faça esta pergunta. Interessantemente, o primeiro resultado para “Modos de Produção” no Google Scholar é um artigo do Prof. Bresser Pereira sobre o Assunto. O artigo está direcionado para o que chama de modo técnoburocrático ou estatal de produção. Já tive contato com o trabalho do Prof. Bresser-Pereira em co-autoria com o Prof. Fernando C. Prestes Mota no Livro Introdução às Organizações Burocráticas e por isso, mesmo tendo apenas dado uma rápida olhada no artigo, prefiro linkar para ele inicialmente neste quesito Modos de Produção ao invés de me arriscar a conceituar superficialmente o assunto agora.

Bem, daria para ficar escrevendo mais umas duas ou três horas aqui. Mas não posso. Para este insight fica o objetivo específico inicial, rapidamente pensado, dentro das minhas limitações momentâneas: Caracterizar o blog enquanto um sistema de produção. Acho que Já tem bastante material para isso.

3. Achei a Acheme7. Só sei que foi por um link no Technorati a partir do Google que cheguei lá. É que eles me linkaram. É preciso fazer um post mais tranquilo e ponderado sobre o blog da Acheme7, mas, inicialmente volto à minha aula de ontem para dar base ao que encontro hoje. Ontem eu disse para o pessoal que são décadas conhecimento acumulado na comunicação com o consumidor. Segundo Denise, esta é uma das áreas mais prolíficas da Comunicação Social, que é uma Ciência Social Aplicada como a Administração. Ou seja, o conhecimento na área busca aplicação prática. Logo, não daria para ser diferente. Portanto, enquanto alguns setores da academia, inclusive a Administração, só estão engatinhando em termos de Social Web, o mercado de comunição certamente já está bem avançado. Uma rápida olhada no conteúdo do Blog da Acheme7 indica isso.

Como eu ainda não tinha encontrado vocês antes?!!!

Pergunta não muito difícil de responder, já que são 15:53, até agora ainda não corrigi nada do material que deveria ter corrigido (e é muita coisa viu!!). Tenho que estar na Faculdade às 18:30 e ainda estou aqui escrevendo este post.

E neste exato momento os miolos estão fritando para definir outra tag no Twitter que possa dar subsídios para esta nova discussão, já que #blogstress agora é apenas parte do contexto. Será?!

Bem, são 16 e 39. Terminei de colocar alguns links e adicionar informação que achei importante. Estou colocando a figura com o Zemanta, as tags por minha conta mesmo e… Fecho o post: 16.43. Quer dizer, faltou um link importante. Justamente o do recente post do Juliano Spyer sobre o processo de produção de um Post.

E agora. Voltar a enfrenta o outro lado da força. Sem os trabalhos corrigidos, mas com o post pronto às 16:49. (Sem Revisã)

O texto a seguir, como prometido antes, é cópia do texto publicado no periódico Raízes, disponível em: http://www.ufcg.edu.br/~raizes/artigos/Artigo_119.pdf.

A MALDIÇÃO DO TRABALHO
Autor: Ariosvaldo da Silva Diniz
Este livro tem como tema central o projeto de inclusão/subordinação, for-
jado pela modernidade para inserir o homem pobre na sociedade do tra-
balho. Seu recorte espaço-temporal é o Brasil e, em particular, o Nordeste.
A partir de uma abordagem teórico-metodológica inovadora, investiga as
conseqüências da modernidade na região nordestina, entre os anos 1850-
1930. A modernidade, entretanto, não é tematizada aqui em todas as suas
amplitudes e virtualidades. Prioriza-se um dos seus aspectos mais comple-
xos: as profundas transformações na indústria, na tecnologia e no mundo
do trabalho, com suas amplas repercussões nas relações sociais. Assim, im-
porta para o autor discutir os efeitos da industrialização e urbanização
quando lançaram grandes contingentes humanos em um ambiente que
nada se assemelhava à repetição, à preservação dos costumes, às relações
pessoalizadas, à preponderância dos laços morais.
As questões que este livro levanta e procura responder são: como se deu a
inserção do homem pobre ou ex-escravo na sociedade do trabalho no Nor-
deste? Onde a indústria nascente arregimentou sua mão-de-obra? Como
camponeses, artesãos, vagabundos, mendigos, ladrões foram transformados
em trabalhadores disciplinados? Como se impuseram novos padrões urbanos industriais aos valo-
res tradicionais do agrarismo? Como o homem pobre urbano, no meio deste turbilhão de mudan-
ças trazidas com a modernização, reagiu a esse novo modo de trabalho e existência? Terá sido a
modernidade experimentada por eles como uma ameaça radical a toda a sua história e tradições,
ou representou uma promessa cheia de possibilidades?

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